Mostrando postagens com marcador Fotografia (Pessoas). Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fotografia (Pessoas). Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 23 de abril de 2009
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
domingo, 12 de agosto de 2007
Para mais tarde recordar...com saudades!
sexta-feira, 20 de julho de 2007
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Arte da Xávega
Os meses de Verão, por serem usualmente períodos do ano em que a agitação marítima é menos frequente, são propícios ao uso de uma das mais tradicionais artes de pesca que podem encontrar-se nas praias do concelho, Arte Xávega. Esta milenar arte de pesca, (do árabe xabakâ, rede de pesca), foi utilizada por toda a costa portuguesa e antecipou-se a muitas outras que lhe sobreviveram.
Na vila de Sesimbra é conhecida por “artes do Caneiro”, por ter sido tradicionalmente usada na zona da baía com esse nome, cujo fundo arenoso lhe é favorável e permite o arrasto sem que as redes fiquem presas no fundo. É, porém, na praia do Moinho de Baixo que a Xávega tem maior expressão, mantendo-se viva pela actividade de pessoas que vêem nesta arte de pesca uma fonte de sustento complementar.
A Xávega pode assumir duas modalidades: de arrastar para terra ou de arrastar para bordo. Na primeira, o barco que transporta a rede sai de um local específico na praia, onde fica fixo um dos cabos da rede e, num movimento circular, deixa-a ao largo, trazendo então para terra o outro cabo. Na segunda, as redes são aladas para dentro dos barcos que as levavam para o mar.
Apesar de todo o trabalho envolvido, o sistema de pesca é simples. A Xávega possui um saco de rede, cuja boca se prolonga para um e outro lado, ao longo de extensas mangas ou alares de rede, diminuindo a sua altura para as extremidades cujo comprimento é, em média, de cerca de seis vezes o comprimento total do saco. Os cabos de alagem são amarrados no extremo destas mangas. Uma vez largada, a rede assenta no fundo, mantendo a sua verticalidade mediante bóias e pesos de chumbo, conservando-se assim aberta a boca do saco.
Este tipo de pesca conserva ainda hoje uma particularidade que tem a sua origem num costume antigo, assente no facto de ser aceite pela companhia de pesca a ajuda de quaisquer pessoas que desejem participar, tendo estas também um quinhão da pescaria.
Na vila de Sesimbra é conhecida por “artes do Caneiro”, por ter sido tradicionalmente usada na zona da baía com esse nome, cujo fundo arenoso lhe é favorável e permite o arrasto sem que as redes fiquem presas no fundo. É, porém, na praia do Moinho de Baixo que a Xávega tem maior expressão, mantendo-se viva pela actividade de pessoas que vêem nesta arte de pesca uma fonte de sustento complementar.
A Xávega pode assumir duas modalidades: de arrastar para terra ou de arrastar para bordo. Na primeira, o barco que transporta a rede sai de um local específico na praia, onde fica fixo um dos cabos da rede e, num movimento circular, deixa-a ao largo, trazendo então para terra o outro cabo. Na segunda, as redes são aladas para dentro dos barcos que as levavam para o mar.
Apesar de todo o trabalho envolvido, o sistema de pesca é simples. A Xávega possui um saco de rede, cuja boca se prolonga para um e outro lado, ao longo de extensas mangas ou alares de rede, diminuindo a sua altura para as extremidades cujo comprimento é, em média, de cerca de seis vezes o comprimento total do saco. Os cabos de alagem são amarrados no extremo destas mangas. Uma vez largada, a rede assenta no fundo, mantendo a sua verticalidade mediante bóias e pesos de chumbo, conservando-se assim aberta a boca do saco.
Este tipo de pesca conserva ainda hoje uma particularidade que tem a sua origem num costume antigo, assente no facto de ser aceite pela companhia de pesca a ajuda de quaisquer pessoas que desejem participar, tendo estas também um quinhão da pescaria.
Fotografia: M. Santana
quarta-feira, 20 de junho de 2007
segunda-feira, 4 de junho de 2007
domingo, 3 de junho de 2007
Cinismos

Eu hei-de lhe falar lugubremente
Do meu amor enorme e massacrado,
Falar-lhe com a luz e a fé dum crente.
Hei-de expor-lhe o meu peito descarnado,
Chamar-lhe minha cruz e meu calvário,
E ser menos que um Judas empalhado.
Hei-de abrir-lhe o meu íntimo sacrário
E desvendar-lhe a vida, o mundo, o gozo,
Como um velho filósofo lendário.
Hei-de mostrar, tão triste e tenebroso,
Os pegos abismais da minha vida,
E hei-de olhá-la dum modo tão nervoso,
Que ela há-de, enfim, sentir-se constrangida,
Cheia de dor, tremente, alucinada,
E há-de chorar, chorar enternecida!
E eu hei-de, então, soltar uma risada.
Poema: Cesario Verde
Fotografia: M.Santana
Assinar:
Postagens (Atom)







